terça-feira, 11 de novembro de 2014

Clandestino na Chapada das Mesas

Voltei para o interior do Brasil. Isso significa menos paisagens, mais subidas, mais calor, e distâncias maiores entre cidades. Por outro lado a interação com as pessoas é maior. Sou menos turista e mais viajante. A curiosidade do povo propicia o inusitado, que alivia a monotonia geral das estradas.

De Buriticupu a Açailândia enfrentei o dia mais pesado da viagem de acordo com o altímetro, mas tive boas surpresas. Primeiro um motorista parou para me entregar uma "quentinha". Depois, ao deixar Bom Jesus das Selvas, fui perseguido brevemente por duas garotas de moto que queriam tirar uma foto comigo. Viram-me da porta de casa, acharam diferente e vieram atrás de mim. Após a foto dei risadas tentando imaginar o que elas escreveriam junto da foto que publicariam no Facebook, pois não perguntaram meu nome ou de onde era, e nem sequer para onde eu ia.

Fiz mais paradas em Imperatriz (onde eu ganharia uma segunda quentinha!) e Estreito, e ontem tomei a BR-230, a Rod. Transamazônica, para a Chapada das Mesas. A intenção inicial era apenas apreciar a visão geral que se tem da estrada, mas várias pessoas me recomendaram uma visita ao cânion e cachoeira da Pedra Caída, que ficam na margem da estrada e não me tirariam da rota. Mas chegando no portal de acesso fui informado de que deveria pagar de 45 a 60 reais, conforme os lugares que pretendia visitar. Achei muito caro para tirar foto de um passeio em que não pretendia gastar mais de uma hora e continuei.

Um quilômetro depois encontrei uma porteira aberta do mesmo lado da estrada que o portal da Pedra Caída. Pensei se tratar de uma propriedade vizinha de onde veria algo mais da Chapada do que aparecia da estrada, e, como não havia placas proibindo a entrada, decidi investigar. Mas eis que aquilo era, na verdade, a entrada dos fundos do mesmo parque. Andei 500 metros propriedade adentro e vi duas passarelas, uma das quais dava acesso ao cânion. Desci até o fundo do mesmo para registrar a belíssima paisagem, mas deixei de visitar a cachoeira porque, já lá embaixo, turistas me disseram que seria necessário entrar na água para acessá-la, e eu não carregava nada para proteger a minha pochete contendo carteira e eletrônicos.

À noite pousei em Carolina, o pólo turístico da Chapada, e hoje de manhã entrei novamente no Estado do Tocantins, cruzando de ferry-boat o rio de mesmo nome.

Estatísticas:

Dia 97 (Santa Luzia): 119,24 km @ 23,30 km/h, 691 m ↑
Dia 98 (Buriticupu): 121,94 km @ 18,82 km/h, 1664 m ↑
Dia 99 (Açailândia): 152,80 km @ 17,97 km/h, 2279 m ↑
Dia 100 (Imperatriz): 68,08 km @ 22,20 km/h, 600 m ↑
Dia 101 (Estreito): 130,50 km @ 21,12 km/h, 892 m ↑
Dia 102 (Carolina): 101,08 km @ 18,23 km/h, 1165 m ↑

Total: 9884 km

IMG_6705 - BR-222

Resumo do dia 99 (BR-222)

IMG_6720 - Quentinha de feijoada ganha de um motoboy

Quentinha de feijoada ganha de um motoboy em Imperatriz

IMG_6726 - Eu e Laertes

Eu com Laertes, tio da Mayara (de São Luís). Grande companhia por uma noite em Imperatriz: fomos num churrasco e passeamos para conhecer a cidade

IMG_6739 - BR-230

Rod. Transamazônica no Maranhão

IMG_6747 - Pedra Caída

Portal da Pedra Caída

IMG_6753 - Vista da passarela em Pedra Caída

Vista da passarela que dá acesso ao teleférico da Pedra Caída

IMG_6754 - Ponte sobre o cânion em Pedra Caída

Ponte sobre o cânion

IMG_6759 - Cânion em Pedra Caída

IMG_6761 - Cânion em Pedra Caída

IMG_6765 - Cânion em Pedra Caída

Cânion da Pedra Caída

IMG_6769 - BR-230 na Chapada das Mesas

Chapada das Mesas vista da Rod. Transamazônica