sábado, 6 de setembro de 2014

Passeio "alternativo" em Cuiabá

Não pedalei nada nos 6 dias em Cuiabá. Eu e a Elvira, minha namorada, alugamos um carro para conhecer o entorno, mas mesmo sem bike tivemos nossa dose de aventuras.

Primeiro fomos visitar a Transpantaneira do Pantanal matogrossense, um trecho da MT-060 que liga Poconé, cidade a Sudoeste de Cuiabá, a Porto Jofre, localizado na margem direita do Rio São Lourenço. A estrada de chão termina ali, depois de um trecho de 150 km sem bifurcações. Boa parte dela corta o Parque Nacional do Pantanal Matogrossense, e passa por 125 pontes de madeira.

Como já expliquei, eu pretendia fazer esse percurso de bike no sentido inverso, após cruzar fazendas no MS. Outra opção para quem quer sofrer menos seria tomar uma chalana que tem saídas regulares de Corumbá e subir o Rio Paraguai, do qual o São Lourenço é um afluente, até o Porto do Alegre. Ali é necessário arrumar uma condução não regular para percorrer mais 11 km até Porto Jofre, coisa que pode levar uns poucos dias.

Voltando ao assunto deste post: saímos de Cuiabá às 4 da tarde de carro e chegamos no início da Transpantaneira pouco antes das 6, quando já anoitecia. Nesse momento lembrei de um detalhe: completaríamos 400 km para ir a Porto Jofre e voltar a Poconé, e o tanque de 50 litros fora abastecido a álcool. Não haveria postos no caminho, e não tínhamos margem de erro, mas decidimos arriscar.

Atravessamos pontes em péssimo estado onde precisamos desviar de tábuas faltando, e outras que faziam curva ou pendiam para um lado. Algumas eram tão ruins que tivemos que pegar um desvio lateral que passava sobre a vazante seca.

Na noite não conseguimos ver muita vida, exceto no fim, onde pudemos identificar os olhos dos jacarés refletindo a luz do carro. Chegamos em Porto Jofre às 10 da noite. O único hotel, que não parecia grande coisa, custava 150 reais por pessoa, e decidimos dormir no carro mesmo. Isso nos estimulou a iniciar a volta bem cedo e ver um bonito nascer-do-sol no Pantanal. A vida apareceu. Além dos enormes tuiuius muitas aves que nunca vira no Pantanal Sul. E jacarés. Vários próximo a Porto Jofre. E dezenas, ou até centenas, em torno da última ponte, perto do portal que marca o começo da Transpantaneira.

A luz da reserva acendeu faltando uns 20 km para Poconé.

No mesmo dia seguimos para a Chapada dos Guimarães. É uma região turística, onde praticamente tudo requer um guia ou o pagamento de uma taxa porque o atrativo se encontra em uma propriedade particular. É o caso, por exemplo, de todas as cachoeiras, ou de todos os mirantes da Chapada exceto um: aquele em que se encontra o Centro Geodésico da América do Sul. Apesar disso a cidade é bonita e o preço das coisas não abusivo. Não faltam hotéis e restaurantes baratos. Fizemos um passeio guiado: o Circuito das Cachoeiras.

Para falar alguma coisa da bike: pedi que a Elvira trouxesse meu antigo selim de 30 reais. Esse selim Brooks que comprei (um B17 Imperial Narrow) foi o pior investimento que fiz. Mesmo com 3 mil km não amaciou e fazia de cada pedalada um sofrimento.

IMG_3324 - Poconé

IMG_3341 - Nascer-do-sol na Transpantaneira

Nascer-do-sol na Transpantaneira

IMG_3343 - Tuiuiu na Transpantaneira

Tuiuiu

IMG_3355 - Transpantaneira

Ponte em mal estado

IMG_3357 - Transpantaneira

Ponte interditada

IMG_3361 - Jacarés na Transpantaneira

IMG_3366 - Jacaré na Transpantaneira

IMG_3369 - Transpantaneira

IMG_3376 - Transpantaneira

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Vale do Rio Coxipó

IMG_3400 - Cachoeria Véu da Noiva na Chapada dos Guimarães

Cachoeira Véu de Noiva

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Circuito das Cachoeiras

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Chapada dos Guimarães

IMG_3617 - Centro Geodésico da América do Sul

Centro Geodésico da América do Sul