quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Canaviais, Parque Morro do Diabo e chegada no MS

Cheguei hoje em Nova Andradina, Mato Grosso do Sul, uma cidadezinha tranquila com muitas bicicletas.

Depois de sair de Apucarana cometi a façanha de esquecer as duas chaves dos meus dois cadeados, que eu mantinha na carteira, num comércio em Arapongas (onde não tranquei a bike), e só fui perceber isso em Rolândia. Como resultado tive que pedalar mais 30 km para buscá-las. Agora aprendi que lugar de chave é junto ao cadeado!

Depois de Rolândia peguei a PR-170 em direção a Porecatu, uma estrada com um acostamento horrível, e com isso fui forçado a pedalar devagar sobre ele, subindo na pista de rolamento quando possível. Entrei em Jaguapitã pela PR-340 e via Guaraci cheguei em Centenário do Sul, onde descansei.

Estava então atrasado e no dia seguinte tive que pedalar 160 km até Porto Primavera, São Paulo, um distrito que, pela localização, é mais importante que o próprio centro do município (Rosana). Tive sorte porque peguei bastante vento favorável e fiz média de mais de 20 km/h. As estradas tinham pavimento excelente, apesar de não terem acostamento. Atravessei o Parque Estadual Morro do Diabo por uma estrada bem bonita, com portais e radares para controlar a velocidade dos carros e evitar que eles atropelem animais.

Hoje foi um dia leve para descansar e se preparar para dois dias pesados antes de chegar em Campo Grande. Peguei a MS-480 após passar por cima da barragem Sérgio Motta (da CESP) e em seguida a MS-267. A estrada continua com a superfície perfeita mas sem acostamento, e com mais caminhões. É mais deserta também. Depois de Porto Primavera só encontrei outra parada (comércio) mais de 60 km depois, em Batayporã. Na parada que encontrei, um posto de gasolina, pessoas vieram conversar e fui alertado que por aqui tenho mesmo que tomar cuidado com as distâncias. São sempre muitos quilômetros sem nada no meio!

Tem mais uma diferença para quem chega aqui. Depois de Rolândia e no Sudoeste de São Paulo o que se via eram muitos canaviais. Quando se entra no Mato Grosso do Sul só se vê gado.

Estatísticas:

Dia 4: 137,63 km @ 17,07 km/h, 1052 m ↑
Dia 5: 162,21 km @ 20,91 km/h, 1745 m ↑
Dia 6: 81,27 km @ 17,47 km/h, 549 m ↑

IMG_2578 - Saída de Apucarana

Saída de Apucarana

IMG_2580 - Arapongas

Arapongas

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Ciclovia em Arapongas

IMG_2584 - Porco no tacho

Almoço: porco no tacho

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PR-170

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PR-340

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IMG_2601 - Centenário do Sul

Centenário do Sul

IMG_2610 - PR-340

IMG_2615 - Paçocas derretidas

Um dia de sacolejo e calor fundiram as paçocas

IMG_2623 - Divisa PR-SP

IMG_2625 - Paranapanema perto de Teodoro Sampaio

Ponte sobre o Rio Paranapanema

IMG_2633 - Parque Morro do Diabo

IMG_2635 - Parque Morro do Diabo

IMG_2637 - Restaurante perto do Parque Morro do Diabo

IMG_2639 - Caminhão canavieiro

Caminhão canavieiro entrando na estrada

IMG_2652 - Usina Sérgio Motta e Rio Paraná

Usina Sérgio Motta e Rio Paraná

IMG_2667 - Bem-vindo ao Mato Grosso do Sul

IMG_2669 - Plantação de cupim na MS-480

Muitos cupinzeiros na MS-480

IMG_2671 - MS-480

Muitos cupinzeiros na MS-480

IMG_2672 - Gado na MS-480

IMG_2675 - MS-480

IMG_2677 - Tamanduá morto na MS-480

Tamanduá morto na MS-480

IMG_2681 - Fazenda Santa Ilídia

Descansando em frente a uma fazenda

IMG_2684 - MS-276

IMG_2693 - Cana no bar em Nova Andradina

Pés de cana dentro de um bar em Nova Andradina